"Os países industrializados não poderão viver da maneira como existiram até hoje se não tiverem à sua disposição os recursos naturais não renováveis do planeta. Terão que montar um sistema de pressões e constrangimentos garantidores da consecução de seus intentos"
.
Henry Kissinger, 1994
quando era Secretário de Estado dos Estados Unidos da América
quinta-feira, 27 de março de 2008
quinta-feira, 20 de março de 2008
Brassavola martiana Lindl.
orquídea amazonia orchid amazon Brassavola martiana Lindl. Santarém lago Maicá

Inflorescência de orquídea Brassavola martiana Lindl. flagrada em igapó no Lago do Maicá em Santarém, PA.
A espécie foi descrita no documento Flora Brasiliensis, produzido entre 1840 e 1906 pelos editores Carl Friedrich Philipp von Martius, August Wilhelm Eichler e Ignatz Urban, com a participação de 65 especialistas de vários países. Contém tratamentos taxonômicos de 22.767 espécies, a maioria de angiospermas brasileiras, reunidos em 15 volumes, divididos em 40 partes, com um total de 10.367 páginas."

Família Orchidaceae
SubFamília Monandrae
Tribo Laellinae Pfitzer
SubTribo Cattleyeae Pfitzer
Gênero Brassavola R.Br.
Seção Sessililabia
Cogn. Brassavola martiana Lindl.
Vol. III, Part V, Fasc. 123 Colunas 261 - 262 Prancha 61
01 de junho de 1898
O documento está disponibilizado na internet, podendo ser acessado ativando o endereço correspondente na coluna "Visite" ao lado.
O documento está disponibilizado na internet, podendo ser acessado ativando o endereço correspondente na coluna "Visite" ao lado.
Foto: © Nelson Wisnik, 2008
Prancha: Flora Brasiliensis
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Unidades de Conservação
unidades de conservação na amazonia extrativismo floresta nacional Flona Arapiuns Tapajós
No Estado do Pará há diversas Unidades de Conservação, às margens do rio Tapajós próximas a Santarém estão a Floresta Nacional do Tapajós e a Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns.
Uma Floresta Nacional (FLONA) é uma unidade de conservação voltada principalmente à problemática ambiental, "uma área com cobertura florestal de espécies predominantemente nativas e tem como objetivo básico o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica, com ênfase em métodos para exploração sustentável de florestas nativas".
A FLONA Tapajós está situada nos municípios de Santarém e Belterra, à margem direita do rio Tapajós, limitada a leste pela rodovia BR-163 Cuiabá-Santarém, ao sul pelo rio Cupari e ao norte faz fronteira com a área rural de Belterra. Para maiores informações sobre as atividades e projetos desenvolvidos na FLONA Tapajós visite o site indicado neste blog.
Uma Reserva Extrativista (RESEX) está relacionada a uma área onde as questões ambientais e sociais são indissolúveis, "é uma área utilizada por populações locais, cuja subsistência baseia-se no extrativismo e, complementarmente, na agricultura de subsistência e na criação de animais de pequeno porte, e tem como objetivos básicos proteger os meios de vida e a cultura dessas populações, e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais da unidade".
A RESEX Tapajós-Arapiuns, como o nome indica, tem como fronteiras e acessos principais os rios Tapajós a leste e Arapiuns ao norte. Para maiores informações sobre a RESEX Tapajós-Arapiuns visite o site indicado neste blog.
Outros tipos de Unidades de Conservação são as Áreas de Preservação Ambiental, de Relevante Interesse Ecológico, Estações Ecológicas, Parques Nacionais, Refúgios de Vida Silvestre, Reservas de Desenvolvimento Sustentável, de Fauna, Particular de Patrimônio Natural, Biológicas e Ecológicas.
Quem tiver interesse em saber mais a respeito de Unidades (ou Áreas) de Conservação pode acessar o endereço: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ãrea_de_conservação
Uma Floresta Nacional (FLONA) é uma unidade de conservação voltada principalmente à problemática ambiental, "uma área com cobertura florestal de espécies predominantemente nativas e tem como objetivo básico o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica, com ênfase em métodos para exploração sustentável de florestas nativas".
A FLONA Tapajós está situada nos municípios de Santarém e Belterra, à margem direita do rio Tapajós, limitada a leste pela rodovia BR-163 Cuiabá-Santarém, ao sul pelo rio Cupari e ao norte faz fronteira com a área rural de Belterra. Para maiores informações sobre as atividades e projetos desenvolvidos na FLONA Tapajós visite o site indicado neste blog.
Uma Reserva Extrativista (RESEX) está relacionada a uma área onde as questões ambientais e sociais são indissolúveis, "é uma área utilizada por populações locais, cuja subsistência baseia-se no extrativismo e, complementarmente, na agricultura de subsistência e na criação de animais de pequeno porte, e tem como objetivos básicos proteger os meios de vida e a cultura dessas populações, e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais da unidade".
A RESEX Tapajós-Arapiuns, como o nome indica, tem como fronteiras e acessos principais os rios Tapajós a leste e Arapiuns ao norte. Para maiores informações sobre a RESEX Tapajós-Arapiuns visite o site indicado neste blog.
Outros tipos de Unidades de Conservação são as Áreas de Preservação Ambiental, de Relevante Interesse Ecológico, Estações Ecológicas, Parques Nacionais, Refúgios de Vida Silvestre, Reservas de Desenvolvimento Sustentável, de Fauna, Particular de Patrimônio Natural, Biológicas e Ecológicas.
Quem tiver interesse em saber mais a respeito de Unidades (ou Áreas) de Conservação pode acessar o endereço: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ãrea_de_conservação
domingo, 24 de fevereiro de 2008
"Tupi or not Tupi" (*)
lingua Nheengatu tupi guarani lingua geral amazonia lingua portuguesa santarém barco
Em geral as pessoas que viajam conosco no barco Nheengatu têm curiosidade sobre a origem deste nome.
Nheengatu é a língua geral, falada no Brasil até aproximadamente 1758. Faça as contas, de 1500 a 1758 anos são 258 anos, e de 1758 a 2008 são 250 anos, portanto falamos durante mais tempo Nheengatu do que estamos falando Português! Falamos uma língua tão embebida de NheengatuPortuguês que já a chamam de Brasileiro(a).
Nheen significa fala, e gatu significa boa, ou seja, língua fácil de ser entendida (pelos Tupis, é claro).
"A palavra Tupi significa o grande pai ou líder. Ora, os Tupis se achavam o máximo tanto que chamavam a si mesmos de tupis. Já Guarani significa guerreiro." (**)
Morumbi, por exemplo, significa mosca verde, varejeira.
O uso do Nheengatu foi proibido através de decreto do Marquês de Pombal, Ministro Plenipotenciário de Portugal, sendo instituído o Português como língua oficial. Teve seus motivos.
Segundo uma das versões havia sido descoberto ouro em Minas Gerais, sendo então enviados os coletores de tributos (20%, um quinto da produção, o quinto dos infernos), que não sabiam falar o Nheengatu. Como identificar se estavam sendo ludibriados? Falando a mesma língua. Assim, nada mais natural então que fazer com que todos falassem a língua dos coletores.
Outra relata que o decreto visou reduzir o poder dos Jesuítas, que a falavam fluentemente e tinham grande influência na colônia. Acabaram por serem expulsos do Brasil, com a distribuição de suas posses (que não eram poucas, incluindo índias cativas) entre os puxa-sacos de plantão (que já existiam desde tempos imemoriais e sobreviverão à própria espécie humana).
Em uma terceira versão, defendida pelo historiador Evaristo Miranda em seu livro "Quando o Amazonas Corria para o Pacífico - Uma História Desconhecida da Amazônia", instituir a língua portuguesa em lugar da brasílica (como é chamada pelos acadêmicos a língua Nheengatu) fez parte de uma estratégia mais ampla que culminou com a anexação da Amazônia ao império português, embora situada a oeste da linha de Tordesilhas. Mas esta história será contada em outra postagem.
________________________________________________
Uma estória indígena:
"Era uma vez um macaquinho guloso que soube que haviam frutas numa certa cumbuca feita de uma árvore chamada sapucaia. Introduziu a mão no recipiente. Ao tentar tirá-la, a mão ficou presa. Assustado, o bichinho disparou-se aos pulos pela floresta arrastando a sapucaia e gritando desesperadamente: Ai! Ai! Ai! Cuimbisca hu pscá se pú! Ai! Ai! Ai! Cuimbusca hu pscá se pú! (Ai! Ai! Ai! Cumbuca pegou minha mão).
Os macacos se assustaram e foram ajudar o macaquinho em apuros. Seguraram o filhote e chamaram o macaco mais velho para aconselhar como retirar a mão do macaquinho da cumbuca. O velho examinou a cumbuca, pegou uma pedra e, em repetidos golpes, quebrou a cumbuca, libertando a mão do macaquinho travesso.
Recuperado do susto, o filhote perguntou ao macaco velho: Macaca tamuia taá inti ana cuimbisca hu pscá ana i pú? (Vovô, cumbuca já pegou sua mão?) Respondeu o macacão: Macaca tuiué inti hu mundéo i pú cuimbisca o pé (Macaco velho não mete mão em cumbuca).
cuimbusca / cuimbisca "cumbuca" — kuî-(?) "cuia (...?)"
hu sufixo verbal de 3ª pessoa — o-
pscá "pegar" — pysyk
se "meu" — xe
pú "mão" — pó
macaca "macaco" — do português
tamuia "avô" — tamy-îa "avô", "antepassado"
taá partícula interrogativa — (?)
inti "não" — talvez de ndi týbi "não há"
ana partícula indicativa de passado — (?)
i "seu" — i "seu" ("dele")
tuiué "velho" — tuîba'e
mundéo "meter" — mondeb
o pé "dentro de" — pupé (upé em algumas línguas tupi-guarani)
Fonte:
http://tupi.wikispaces.com/YRL+-+textos+-+Macaco+velho+não+mete+mão+em+cumbuca
acesso em em 28 de dezembro de 2007
________________________________________________
(*) Oswald de Andrade
(**) Ozias Alves Jr
Em geral as pessoas que viajam conosco no barco Nheengatu têm curiosidade sobre a origem deste nome.Nheengatu é a língua geral, falada no Brasil até aproximadamente 1758. Faça as contas, de 1500 a 1758 anos são 258 anos, e de 1758 a 2008 são 250 anos, portanto falamos durante mais tempo Nheengatu do que estamos falando Português! Falamos uma língua tão embebida de NheengatuPortuguês que já a chamam de Brasileiro(a).
Nheen significa fala, e gatu significa boa, ou seja, língua fácil de ser entendida (pelos Tupis, é claro).
"A palavra Tupi significa o grande pai ou líder. Ora, os Tupis se achavam o máximo tanto que chamavam a si mesmos de tupis. Já Guarani significa guerreiro." (**)
Morumbi, por exemplo, significa mosca verde, varejeira.
O uso do Nheengatu foi proibido através de decreto do Marquês de Pombal, Ministro Plenipotenciário de Portugal, sendo instituído o Português como língua oficial. Teve seus motivos.
Segundo uma das versões havia sido descoberto ouro em Minas Gerais, sendo então enviados os coletores de tributos (20%, um quinto da produção, o quinto dos infernos), que não sabiam falar o Nheengatu. Como identificar se estavam sendo ludibriados? Falando a mesma língua. Assim, nada mais natural então que fazer com que todos falassem a língua dos coletores.
Outra relata que o decreto visou reduzir o poder dos Jesuítas, que a falavam fluentemente e tinham grande influência na colônia. Acabaram por serem expulsos do Brasil, com a distribuição de suas posses (que não eram poucas, incluindo índias cativas) entre os puxa-sacos de plantão (que já existiam desde tempos imemoriais e sobreviverão à própria espécie humana).
Em uma terceira versão, defendida pelo historiador Evaristo Miranda em seu livro "Quando o Amazonas Corria para o Pacífico - Uma História Desconhecida da Amazônia", instituir a língua portuguesa em lugar da brasílica (como é chamada pelos acadêmicos a língua Nheengatu) fez parte de uma estratégia mais ampla que culminou com a anexação da Amazônia ao império português, embora situada a oeste da linha de Tordesilhas. Mas esta história será contada em outra postagem.
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Uma estória indígena:
"Era uma vez um macaquinho guloso que soube que haviam frutas numa certa cumbuca feita de uma árvore chamada sapucaia. Introduziu a mão no recipiente. Ao tentar tirá-la, a mão ficou presa. Assustado, o bichinho disparou-se aos pulos pela floresta arrastando a sapucaia e gritando desesperadamente: Ai! Ai! Ai! Cuimbisca hu pscá se pú! Ai! Ai! Ai! Cuimbusca hu pscá se pú! (Ai! Ai! Ai! Cumbuca pegou minha mão).Os macacos se assustaram e foram ajudar o macaquinho em apuros. Seguraram o filhote e chamaram o macaco mais velho para aconselhar como retirar a mão do macaquinho da cumbuca. O velho examinou a cumbuca, pegou uma pedra e, em repetidos golpes, quebrou a cumbuca, libertando a mão do macaquinho travesso.
Recuperado do susto, o filhote perguntou ao macaco velho: Macaca tamuia taá inti ana cuimbisca hu pscá ana i pú? (Vovô, cumbuca já pegou sua mão?) Respondeu o macacão: Macaca tuiué inti hu mundéo i pú cuimbisca o pé (Macaco velho não mete mão em cumbuca).
cuimbusca / cuimbisca "cumbuca" — kuî-(?) "cuia (...?)"
hu sufixo verbal de 3ª pessoa — o-
pscá "pegar" — pysyk
se "meu" — xe
pú "mão" — pó
macaca "macaco" — do português
tamuia "avô" — tamy-îa "avô", "antepassado"
taá partícula interrogativa — (?)
inti "não" — talvez de ndi týbi "não há"
ana partícula indicativa de passado — (?)
i "seu" — i "seu" ("dele")
tuiué "velho" — tuîba'e
mundéo "meter" — mondeb
o pé "dentro de" — pupé (upé em algumas línguas tupi-guarani)
Fonte:
http://tupi.wikispaces.com/YRL+-+textos+-+Macaco+velho+não+mete+mão+em+cumbuca
acesso em em 28 de dezembro de 2007
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(*) Oswald de Andrade
(**) Ozias Alves Jr
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
na barca com Caronte
na barca com Caronte rio Estige
por Moysés Abbud Filho
"O Egito antigo é uma surpresa em termos de civilização. O tema água para aquele povo era absolutamente importante, digno de definir por suas ações em direção a ela, se uma alma entraria ou não no paraíso. O que sabiam e discutiam, há milhares de anos é, até hoje, algo que o homem ocidental, além de não resolver e conseguir desvirtuar e desprezar durante séculos seguidos, tenta, a duras penas, reverter o quadro dramático da questão das águas no nosso tempo.
O Livro dos Mortos [1] do Egito antigo era mais que uma simples obra a se seguir com a finalidade de ser recompensado desta vida, para uma melhor e gloriosa. Era um código moral abrangente que definia a conduta da população em geral. Ao falecer, o cidadão se apresentava perante uma corte de deuses, na qual era julgado.
Diante desta corte, ele fazia sua defesa (ou declaração de inocência). O que chama a atenção é uma das exigências constantes desse livro – “não poluí a água corrente pública”. Em outra versão há depoimento semelhante exigido “nunca desviei o curso de um rio”. Não poluir, nem desviar cursos d’água eram condutas exigidas daquele povo se quisessem alcançar a glória pós-morte. Esse código, se aplicado hoje, seria certamente a condenação da raça humana. Muitos seriam devorados pelo crocodilo do julgamento egípcio na condenação das lamas pecadoras (ou devoradas pelo fogo eterno conforme prevê nosso monoteísmo). O respeito às águas fazia parte do código penal egípcio.
O próprio rio Nilo era considerado quase um Deus vivo de onde vinha a fonte da vida. Aliás, água é símbolo de vida pois toda vida emana dela. Diríamos que a salvação vem da água (que está presente no batismo de várias culturas). Foi assim que os judeus descobriram o mito de Moisés, a salvação vinda do Nilo. O mesmo rio adorado pelos egípcios, seus algozes, ironicamente lhes proporcionou a figura máxima do judaísmo, libertadora do cativeiro infame. Mais uma vez a salvação veio das águas.
O ocidente optou por ser herdeiro da herança greco-romana com todos seus vícios, equívocos e beleza (virtudes). Bastante diferente da dos egípcios, a visão da água no imaginário grego é curiosa no que diz respeito à morte. Segundo o mito, os mortos eram guiados por Caronte, o barqueiro do Hades (inferno), pelo Estige [2]. “O rio Estige (Styx) é um dos rios do inferno clássico. Os outros são o Aqueronte, o Flegetonte, o Letes e o Cócito. O Estige é um rio pantanoso que cerca a cidade de Dite. É também o quinto círculo onde ficam submersos os iracundos. Os vencidos pela ira são amontoados no rio Estige juntos com seus semelhantes que não conseguiram controlar a raiva. São submetidos assim aos efeitos da ira causados por seus semelhantes, e então se mordem, se batem e se torturam. No fundo do Estige estão os rancorosos que, por nunca terem externado sua ira, não podem subir à superfície e ficam a gorgolar a lama do fundo do rio”.
Como se vê, talvez esteja aí o costume de vermos as águas dos rios como depósitos de poluição, já que herdamos da cultura grega. É possível que tenhamos trazido em nosso inconsciente esse desprezo ou pouca importância para com as águas. Na verdade navegamos muito mais pelo Estige do que pelo Nilo. Caronte, o barqueiro da mitologia grega, tem nos conduzido com maestria para o desastre sem que nos apercebamos disso. Pelo jeito, ele tem navegado pelo Tapajós, Tietê, São Francisco e tantos outros. Resta-nos agora barrar esse barqueiro e seguir as orientações do Livro dos Mortos dos egípcios enquanto, supomos, há tempo para impedir um desastre maior."
Notas do blogueiro:
[1]
Segundo Brancaglion Jr., o "Livro dos Mortos" foi assim denominado pelo editor alemão que o publicou em parte ainda no século XIX, era, na verdade, um guia para os re-encarnados, cujo título original era "Livro para sair à luz do dia"
[2]
Em 13 de dezembro de 1519, Antonio Pigafetta, nobre e aventureiro italiano, participando da expedição comandada por Fernão de Magalhães, na primeira viagem de cincunavegação de um europeu, escreveu em sua passagem por terras brasileiras:
.
"Seus barcos: os chamam canoas e são feitos de tronco de árvore, que é tornado oco por meio de uma pedra cortante, usada em lugar das ferramentas de ferro, que tanto carecem. São tão grandes essas árvores que numa só canoa cabem de trinta a quarenta homens, que a movimentam com remos semelhantes às pás de nossos padeiros. Ao vê-los tão negros, completamente desnudos, sujos e sem pêlos, tínhamos a impressão de estar diante dos marinheiros da Lagoa Estige."
por Moysés Abbud Filho
"O Egito antigo é uma surpresa em termos de civilização. O tema água para aquele povo era absolutamente importante, digno de definir por suas ações em direção a ela, se uma alma entraria ou não no paraíso. O que sabiam e discutiam, há milhares de anos é, até hoje, algo que o homem ocidental, além de não resolver e conseguir desvirtuar e desprezar durante séculos seguidos, tenta, a duras penas, reverter o quadro dramático da questão das águas no nosso tempo.
O Livro dos Mortos [1] do Egito antigo era mais que uma simples obra a se seguir com a finalidade de ser recompensado desta vida, para uma melhor e gloriosa. Era um código moral abrangente que definia a conduta da população em geral. Ao falecer, o cidadão se apresentava perante uma corte de deuses, na qual era julgado.
Diante desta corte, ele fazia sua defesa (ou declaração de inocência). O que chama a atenção é uma das exigências constantes desse livro – “não poluí a água corrente pública”. Em outra versão há depoimento semelhante exigido “nunca desviei o curso de um rio”. Não poluir, nem desviar cursos d’água eram condutas exigidas daquele povo se quisessem alcançar a glória pós-morte. Esse código, se aplicado hoje, seria certamente a condenação da raça humana. Muitos seriam devorados pelo crocodilo do julgamento egípcio na condenação das lamas pecadoras (ou devoradas pelo fogo eterno conforme prevê nosso monoteísmo). O respeito às águas fazia parte do código penal egípcio.
O próprio rio Nilo era considerado quase um Deus vivo de onde vinha a fonte da vida. Aliás, água é símbolo de vida pois toda vida emana dela. Diríamos que a salvação vem da água (que está presente no batismo de várias culturas). Foi assim que os judeus descobriram o mito de Moisés, a salvação vinda do Nilo. O mesmo rio adorado pelos egípcios, seus algozes, ironicamente lhes proporcionou a figura máxima do judaísmo, libertadora do cativeiro infame. Mais uma vez a salvação veio das águas.
O ocidente optou por ser herdeiro da herança greco-romana com todos seus vícios, equívocos e beleza (virtudes). Bastante diferente da dos egípcios, a visão da água no imaginário grego é curiosa no que diz respeito à morte. Segundo o mito, os mortos eram guiados por Caronte, o barqueiro do Hades (inferno), pelo Estige [2]. “O rio Estige (Styx) é um dos rios do inferno clássico. Os outros são o Aqueronte, o Flegetonte, o Letes e o Cócito. O Estige é um rio pantanoso que cerca a cidade de Dite. É também o quinto círculo onde ficam submersos os iracundos. Os vencidos pela ira são amontoados no rio Estige juntos com seus semelhantes que não conseguiram controlar a raiva. São submetidos assim aos efeitos da ira causados por seus semelhantes, e então se mordem, se batem e se torturam. No fundo do Estige estão os rancorosos que, por nunca terem externado sua ira, não podem subir à superfície e ficam a gorgolar a lama do fundo do rio”.
Como se vê, talvez esteja aí o costume de vermos as águas dos rios como depósitos de poluição, já que herdamos da cultura grega. É possível que tenhamos trazido em nosso inconsciente esse desprezo ou pouca importância para com as águas. Na verdade navegamos muito mais pelo Estige do que pelo Nilo. Caronte, o barqueiro da mitologia grega, tem nos conduzido com maestria para o desastre sem que nos apercebamos disso. Pelo jeito, ele tem navegado pelo Tapajós, Tietê, São Francisco e tantos outros. Resta-nos agora barrar esse barqueiro e seguir as orientações do Livro dos Mortos dos egípcios enquanto, supomos, há tempo para impedir um desastre maior."
Notas do blogueiro:
[1]
Segundo Brancaglion Jr., o "Livro dos Mortos" foi assim denominado pelo editor alemão que o publicou em parte ainda no século XIX, era, na verdade, um guia para os re-encarnados, cujo título original era "Livro para sair à luz do dia"
[2]
Em 13 de dezembro de 1519, Antonio Pigafetta, nobre e aventureiro italiano, participando da expedição comandada por Fernão de Magalhães, na primeira viagem de cincunavegação de um europeu, escreveu em sua passagem por terras brasileiras:
.
"Seus barcos: os chamam canoas e são feitos de tronco de árvore, que é tornado oco por meio de uma pedra cortante, usada em lugar das ferramentas de ferro, que tanto carecem. São tão grandes essas árvores que numa só canoa cabem de trinta a quarenta homens, que a movimentam com remos semelhantes às pás de nossos padeiros. Ao vê-los tão negros, completamente desnudos, sujos e sem pêlos, tínhamos a impressão de estar diante dos marinheiros da Lagoa Estige."
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Solarização de água a bordo
No barco Nheengatu a água do Rio Tapajós é filtrada e solarizada. Está sendo utilizada uma estação meteorológica para estudo da relação entre a temperatura atingida pela água nas garrafas e as condições ambientais (temperatura, umidade, radiação solar, ventos). A estação pertence ao CEULS-ULBRA.


Fotos: Nelson Wisnik, 2008
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Água Solarizada
água solarizada sodis water
Microorganismos são sensíveis ao calor, é possível eliminar 99,9% deles aquecendo a água entre 50-60°C por cerca de uma hora. Assim são eliminados Enterovirus e Rotavírus, Coliformes fecais, Salmonela, Shigela, Vibrião da cólera, ovos de Ascaris, Tênias e Schistosomas, Giárdia, e outros.
Radiação ultravioleta (UV) também tem efeitos letais sobre vírus e bactérias por sua ação sobre as enzimas e o próprio DNA. Menos de 30W.h/m2 são suficientes para eliminar Coliformes e Streptococus fecais bem como Escherichia coli.
Quando submetidos simultaneamente ao calor e à radiação UV ocorre um efeito sinergético e a taxa de inativação aumenta substancialmente, como pode ser visto no gráfico abaixo, onde a primeira coluna é proporcional à mortalidade natural dos microorganismos, sem aplicação de calor ou radiação, a segunda coluna é proporcional à taxa de inativação dos microorganismos quando submetidos à radiação UV, mais a mortalidade natural, a terceira coluna é proporcional à taxa de inativação dos microorganismos quando submetidos ao calor, mais a mortalidade natural, e a quarta coluna é proporcional à taxa de inativação dos microorganismos quando submetidos simultaneamente à radiação UV e ao calor, bem superior à soma da mortalidade natural com os efeitos de inativação resultantes das aplicações isoladas de radiação UV e de calor, evidenciando o efeito sinergético.
Solarização da água é um método de tratamento pouco utilizado mas bastante antigo, que se utiliza do efeito sinergético da aplicação de radiação UV e calor para eliminar patógenos veiculados pela água. É ideal para a desinfecção de pequenas quantidades de água para consumo humano, o que o torna perfeitamente adequado para aplicação ao nível residencial. A solarização não altera quimicamente a água, nem seu odor ou sabor, pois o tratamento consiste apenas em deixar a água ao Sol.
A região amazônica é especialmente privilegiada para a solarização da água uma vez que as temperaturas são normalmente elevadas e a incidência de radiação UV é mais intensa por estar próxima ao equador.
A aplicação do tratamento é extremamente simples uma vez que basta expor água ao Sol, tomando-se alguns cuidados básicos. A água deve ser colocada em recipiente limpo e transparente à radiação UV, podendo ser de vidro ou mesmo saco ou garrafa de plástico. Entre os plásticos o PVC é inadequado por ter em sua composição maior quantidade de aditivos estabilizadores contra radiação UV, que a absorvem, sendo o PET mais adequado à solarização. Garrafas PET transparentes permitem a passagem de pouco mais de 70% da radiação UV contra quase 80% transmitidos pelo vidro incolor. A pequena vantagem da menor absorção da radiação UV pelo vidro não compensa suas desvantagens, relacionadas ao peso, custo e fragilidade, pois garrafas PET são virtualmente inquebráveis, leves, de baixo custo e também quimicamente estáveis.
A radiação UV também é absorvida pela água à medida que a atravessa, assim, se a água estiver turva, a absorção será muito grande e não haverá radiação suficiente para afetar os microorganismos. Para ser solarizada a água deve ser filtrada de modo a reduzir sua turbidez. Paralelamente, embalagens muito grandes devem ser evitadas, recomendando-se a utilização de garrafas de até dois litros. Um método prático de verificar se a água está ou não turva a ponto de prejudicar o processo de solarização consiste em olhar através da água na garrafa, da sua boca em direção ao fundo, observando se é possível distinguir uma símbolo qualquer com cerca de dois e meio centímetros de altura (pode ser uma letra, X, por exemplo).
Se a água a ser solarizada tiver ar dissolvido, e, consequentemente, o oxigênio nele contido, pela ação da radiação UV serão gerados peróxido de hidrogênio (água oxigenada) e radicais livres de oxigênio, extremamente letais aos microorganismos. Uma prática recomendada é, ao preparar a solarização, colocar de dois terços da capacidade de água da garrafa e agitá-la vigorosamente por cerca de meio minuto, completando a garrafa em seguida.
Realizados estes procedimentos, basta submeter a água à radiação solar, durante um dia ensolarado ou dois dias nublados. Após esfriar a água está pronta para ser ingerida.
As pesquisas constataram que, mesmo vários dias após a solarização da água, não houve retorno dos microorganismos, bem como comprovaram a estabilidade química das garrafas PET após meses de utilização no processo. Ainda, a solarização da água pode resultar na redução de custos pois elimina a necessidade do consumo de algum tipo de combustível para ferver a água.
Os passos do método estão ilustrados na figura abaixo:
São exemplos de garrafas inadequadas para solarização as ilustradas na foto abaixo:
1.- garrafas em pé da esquerda para a direita: garrafa com pigmentação colorida; garrafa grande demais reduzindo o efeito da radiação ultravioleta; garrafa com aditivação anti-radiação (azulada); garrafa de vidro (peso, fragilidade);
2.- garrafa deitada: não é PET, aditivada anti-radiação;

Garrafas PET transparentes podem ser pintadas para maior absorção de radiação infravermelha atingindo temperaturas mais altas, como ilustradas abaixo, em pintura preta ou com sobreposição de pintura alumínio sobre a tinta preta;
O teste de turbidez é fácil de ser feito colocando-se a garrafa cheia com a água a ser solarizada sobre um sinal de fácil reconhecimento, se este sinal puder ser visualizado através da água olhando-se pelo gargalo em direção ao fundo da garrafa cheia então a água tem condições de ser solarizada, caso contrário está muito turva, conforme pode ser observado na foto que se segue:
Satisfeitas estas condições simples o resultado será água potável via solarização.
Parte deste texto foi publicada no "Jornal das Águas", veículo de informação da Coordenação de Extensão do Centro Universitário Luterano de Santarém, o qual tem por Editor Responsável o Prof. Mestre Miguel Borghezan
Para saber mais acesse:
Solar Desinfectionhttp://www.sodis.ch/
Água pode ser tratada com garrafa PET
Favaro, T.
Correio Popular
Campinas, SP
Inactivation of Fecal Bacteria in Drinking Water by Solar Heating
Joyce, T. M. et. al.
APPLIED AND ENVIRONMENTAL MICROBIOLOGY, Feb. 1996, p. 399–402
Desinfecção de Efluentes com Tratamento Terciário Utilizando Energia Solar (SODIS): Avaliação do Uso do Dispositivo para Concentração dos Raios Solares
Paterniani, J. E. S e Silva, M. J. M.
Engenharia Sanitária e Ambiental, V.10 N.1 Jan/Mar/2005, p. 9-13
Solar Desinfection of Drinking Water Contained in Transparent Plastic Bottles: Characterizing the Bacterial Inactivation Process
McGuigan, K. G. et. al.
Journal of Applied Microbiology V.84 1998, p. 1138-1148
Solar Water Desinfection: Scope of the Process and Analysis of Radiation ExperimentsWegelin, M. et. al.
Journal Water SRT-Aqua V.43 N.3 1994, p. 154-169
Inactivation of Fecal Bacteria in Drinking Water by Solar Heating
Joyce, T. M. et. al.
Applied and Environmental Microbiology V.62 N.2 Feb1996, p. 399-402
SODIS – An Emerging Water Treatment Process
Sommer, B. et. al.
Journal Water SRT-Aqua V.46 N.3 1997, p. 127-137
Microorganismos são sensíveis ao calor, é possível eliminar 99,9% deles aquecendo a água entre 50-60°C por cerca de uma hora. Assim são eliminados Enterovirus e Rotavírus, Coliformes fecais, Salmonela, Shigela, Vibrião da cólera, ovos de Ascaris, Tênias e Schistosomas, Giárdia, e outros.
Radiação ultravioleta (UV) também tem efeitos letais sobre vírus e bactérias por sua ação sobre as enzimas e o próprio DNA. Menos de 30W.h/m2 são suficientes para eliminar Coliformes e Streptococus fecais bem como Escherichia coli.
Quando submetidos simultaneamente ao calor e à radiação UV ocorre um efeito sinergético e a taxa de inativação aumenta substancialmente, como pode ser visto no gráfico abaixo, onde a primeira coluna é proporcional à mortalidade natural dos microorganismos, sem aplicação de calor ou radiação, a segunda coluna é proporcional à taxa de inativação dos microorganismos quando submetidos à radiação UV, mais a mortalidade natural, a terceira coluna é proporcional à taxa de inativação dos microorganismos quando submetidos ao calor, mais a mortalidade natural, e a quarta coluna é proporcional à taxa de inativação dos microorganismos quando submetidos simultaneamente à radiação UV e ao calor, bem superior à soma da mortalidade natural com os efeitos de inativação resultantes das aplicações isoladas de radiação UV e de calor, evidenciando o efeito sinergético.
A região amazônica é especialmente privilegiada para a solarização da água uma vez que as temperaturas são normalmente elevadas e a incidência de radiação UV é mais intensa por estar próxima ao equador.
A aplicação do tratamento é extremamente simples uma vez que basta expor água ao Sol, tomando-se alguns cuidados básicos. A água deve ser colocada em recipiente limpo e transparente à radiação UV, podendo ser de vidro ou mesmo saco ou garrafa de plástico. Entre os plásticos o PVC é inadequado por ter em sua composição maior quantidade de aditivos estabilizadores contra radiação UV, que a absorvem, sendo o PET mais adequado à solarização. Garrafas PET transparentes permitem a passagem de pouco mais de 70% da radiação UV contra quase 80% transmitidos pelo vidro incolor. A pequena vantagem da menor absorção da radiação UV pelo vidro não compensa suas desvantagens, relacionadas ao peso, custo e fragilidade, pois garrafas PET são virtualmente inquebráveis, leves, de baixo custo e também quimicamente estáveis.
A radiação UV também é absorvida pela água à medida que a atravessa, assim, se a água estiver turva, a absorção será muito grande e não haverá radiação suficiente para afetar os microorganismos. Para ser solarizada a água deve ser filtrada de modo a reduzir sua turbidez. Paralelamente, embalagens muito grandes devem ser evitadas, recomendando-se a utilização de garrafas de até dois litros. Um método prático de verificar se a água está ou não turva a ponto de prejudicar o processo de solarização consiste em olhar através da água na garrafa, da sua boca em direção ao fundo, observando se é possível distinguir uma símbolo qualquer com cerca de dois e meio centímetros de altura (pode ser uma letra, X, por exemplo).
Se a água a ser solarizada tiver ar dissolvido, e, consequentemente, o oxigênio nele contido, pela ação da radiação UV serão gerados peróxido de hidrogênio (água oxigenada) e radicais livres de oxigênio, extremamente letais aos microorganismos. Uma prática recomendada é, ao preparar a solarização, colocar de dois terços da capacidade de água da garrafa e agitá-la vigorosamente por cerca de meio minuto, completando a garrafa em seguida.
Realizados estes procedimentos, basta submeter a água à radiação solar, durante um dia ensolarado ou dois dias nublados. Após esfriar a água está pronta para ser ingerida.
As pesquisas constataram que, mesmo vários dias após a solarização da água, não houve retorno dos microorganismos, bem como comprovaram a estabilidade química das garrafas PET após meses de utilização no processo. Ainda, a solarização da água pode resultar na redução de custos pois elimina a necessidade do consumo de algum tipo de combustível para ferver a água.
Os passos do método estão ilustrados na figura abaixo:
São exemplos de garrafas inadequadas para solarização as ilustradas na foto abaixo:1.- garrafas em pé da esquerda para a direita: garrafa com pigmentação colorida; garrafa grande demais reduzindo o efeito da radiação ultravioleta; garrafa com aditivação anti-radiação (azulada); garrafa de vidro (peso, fragilidade);
2.- garrafa deitada: não é PET, aditivada anti-radiação;

Garrafas PET transparentes podem ser pintadas para maior absorção de radiação infravermelha atingindo temperaturas mais altas, como ilustradas abaixo, em pintura preta ou com sobreposição de pintura alumínio sobre a tinta preta;
O teste de turbidez é fácil de ser feito colocando-se a garrafa cheia com a água a ser solarizada sobre um sinal de fácil reconhecimento, se este sinal puder ser visualizado através da água olhando-se pelo gargalo em direção ao fundo da garrafa cheia então a água tem condições de ser solarizada, caso contrário está muito turva, conforme pode ser observado na foto que se segue:
Satisfeitas estas condições simples o resultado será água potável via solarização.
Parte deste texto foi publicada no "Jornal das Águas", veículo de informação da Coordenação de Extensão do Centro Universitário Luterano de Santarém, o qual tem por Editor Responsável o Prof. Mestre Miguel Borghezan
Para saber mais acesse:
Solar Desinfectionhttp://www.sodis.ch/
Água pode ser tratada com garrafa PET
Favaro, T.
Correio Popular
Campinas, SP
Inactivation of Fecal Bacteria in Drinking Water by Solar Heating
Joyce, T. M. et. al.
APPLIED AND ENVIRONMENTAL MICROBIOLOGY, Feb. 1996, p. 399–402
Desinfecção de Efluentes com Tratamento Terciário Utilizando Energia Solar (SODIS): Avaliação do Uso do Dispositivo para Concentração dos Raios Solares
Paterniani, J. E. S e Silva, M. J. M.
Engenharia Sanitária e Ambiental, V.10 N.1 Jan/Mar/2005, p. 9-13
Solar Desinfection of Drinking Water Contained in Transparent Plastic Bottles: Characterizing the Bacterial Inactivation Process
McGuigan, K. G. et. al.
Journal of Applied Microbiology V.84 1998, p. 1138-1148
Solar Water Desinfection: Scope of the Process and Analysis of Radiation ExperimentsWegelin, M. et. al.
Journal Water SRT-Aqua V.43 N.3 1994, p. 154-169
Inactivation of Fecal Bacteria in Drinking Water by Solar Heating
Joyce, T. M. et. al.
Applied and Environmental Microbiology V.62 N.2 Feb1996, p. 399-402
SODIS – An Emerging Water Treatment Process
Sommer, B. et. al.
Journal Water SRT-Aqua V.46 N.3 1997, p. 127-137
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