quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Radiação Ultra Violeta em Santarém

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A partir da medição de radiação Ultra-Violeta apresentada na postagem anterior foi calculada sua Fluência, a energia incidente totalizada por metro quadrado (kJ/m²), cuja evolução diurna está representada no gráfico abaixo.

Observa-se que ao final do dia a dose de energia Ultra-Violeta a que se fica exposto em Santarém, na condição de incidência solar mais atenuada pela sua inclinação em relação ao horizonte, chega a 2.000kJ/m², valor expressivo que recomenda cuidados, tais como o uso de filtro solar, óculos com garantida proteção UV, chapéu, camisa. As principais e mais visíveis consequências da exposição à radiação Ultra-Violeta são o câncer de pele, a catarata e o pterígio, estas últimas são afecções oftálmicas importantes e comumente constatadas na região. Vale ressaltar que a radiação Ultra-Violeta é difusa e dela não se obtém proteção por estar à sombra.
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Radiação solar em Santarém

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Em 23 de junho de 2008, época do solstício de inverno para o hemisfério sul, ocasião em que o Sol faz seu percurso aparente mais inclinado no céu, atingindo uma elevação angular máxima de 64° em relação ao horizonte na direção norte, resultando na menor intensidade da radiação, efetuamos medição desta sobre Santarém.

A medição foi realizada a bordo do barco Nheengatu fundeado no rio Tapajós em frente à cidade e o resultado da medição pode ser observado no gráfico ilustrado na figura acima.

No gráfico o eixo horizontal identifica a cronologia das observações, quantificadas em horas em relação ao trânsito solar, momento no qual o Sol cruza o meridiano local e se encontra na sua altura máxima em relação ao horizonte. É neste momento que a intensidade de radiação solar se faz sentir mais intensa ao longo do dia. Nesta data a ocorrência se deu às 11:42h, hora local. O eixo vertical quantifica a intensidade da radiação solar ao longo do dia em Watt por metro quadrado (potência energética por unidade de área). Na área do gráfico os quadrados representam o momento e a intensidade de radiação observados, a linha cheia é uma representação matemática da variação da intensidade da radiação neste dia. O valor máximo foi de 840W/m².

No mesmo gráfico está ilustrada uma linha tracejada representando a intensidade da radiação Ultra-Violeta contida na radiação solar (medida através da interposição de filtro específico).

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sábado, 27 de dezembro de 2008

Canal do Sururú

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A região amazônica, que abrange 60% do território brasileiro, tem uma população de aproximadamente 20 milhões de habitantes, 50% dos quais residindo em áreas rurais, ao longo dos cursos dos rios, paranás, furos, canais e lagos. Seu principal meio de locomoção, muitas vezes único, é através de embarcações.

A disponibilidade de documentação de navegação, cartas fluviais ou croquis, é muito pequena, restringindo-se aos rios e paranás com expressivo fluxo comercial, ligando os principais centros urbanos, basicamente as capitais dos estados, ou localidades de produção mineral (petróleo, bauxita, calcário) e hidrelétrica. Sinalizações náuticas para navegação e segurança estão instaladas apenas nos rios cartografados.

Diversos locais, pelo seu alto fluxo de embarcações de transporte de passageiros e/ou de carga, necessitam de sinalização de segurança ou de orientação, através de bóias ou balizas, em perigos isolados ou canais de acesso, ainda que não cartografados.

Cientes que o maior problema é o do custo de implantação e manutenção da sinalização, propusemos um acessório de baixo custo para sinal náutico, adequado para utilização por embarcações que não têm radar, e sim farol de luz, situação típica das embarcações da Amazônia.


Foi construído um “Refletor de Luz” composto de dois triedros refletivos com 50cm nas arestas ortogonais, fixados entre si, posicionados de maneira a cobrirem, ambos, o mesmo setor, de 90°, dobrando assim a potência refletida.



O “Refletor de Luz” foi instalado a 7m de altura em uma árvore na entrada Sul do Canal do Sururú, no Rio Tapajós, localizada nas coordenadas geográficas:

Lat S 02° 15’ 58,5”
Long W 54° 49’ 59,2”


O canal do Sururú é demandado por embarcações de pequeno e médio porte, no período da cheia, que saem de Santarém para localidades a montante do Rio Amazonas. O canal dá acesso ao Furo do Jari, o qual tem saída para o Rio Amazonas a montante de Carariacá, saída esta localizada nas coordenadas geográficas:

Lat S 02° 10’ 38,8”
Long W 54° 52’ 53,4”

A entrada Sul do Canal do Sururú está localizada na Enseada das Araras, de difícil visualização mesmo a pequena distância. Durante o dia é utilizada como referência, precariamente, a torre de telefonia da comunidade de Arapixuna, localizada nas coordenadas geográficas:

Lat S 02° 13' 35,2''
Long W 54° 50' 59,2''

Esta torre não possui iluminação, impossibilitando sua visualização noturna.

Coordenadas geográficas no Datum “Córrego Alegre – Minas Gerais”, obtidas nas cartas fluviais 4381A “Rio Tapajós – de Santarém a Surucuá” e 4103B “Rio Amazonas – da Costa do Ituqui à Ilha do Meio”, elaboradas pela DHN - Diretoria de Hidrografia e Navegação, Marinha do Brasil.


O “Refletor de Luz” apresentou boa visualização noturna à distância de 2,5 milhas náuticas, quando utilizado um farol de 100W a 5m de altura sobre a superfície da água, e comando a 4m de altura, em noite sem luar. A distâncias inferiores a 0,55 milha náutica o “Refletor de Luz” pode ser visualizado com uso de lanterna de mão. De maneira geral os faróis variam de 50W a 600W de potência.

O refletor e sua instalação foram custeados por 27 das embarcações que demandam o Canal do Sururú regular ou esporadicamente, listadas abaixo:

B/M Nheengatu,
B/M Nova Estrela IV,
B/M Fazenda São Manoel I,
B/M Pioneiro,
B/M Miranda Souza,
B/M Souza Pereira,
B/M Tamandaré,
B/M Primavera,
B/M Duarte,
B/M Ideal,
B/M 5 de Agosto,
B/M Viana Neto,
B/M Tangará,
B/M Ralisson,
B/M Amazonas,
B/M Zé Carlos,
B/M Apocalipse,
B/M Dona Zizi,
B/M Asa Branca,
B/M Antônio Juraci,
B/M Canindé,
B/M Jorge Olinto,
B/M Barão do Uruará,
B/M São Bartolomeu I,
B/M Capitão Porto,
B/M Antônio Ailson,
B/M Bonança

O “Refletor de Luz” pode ser instalado em balizas ou bóias, à semelhança do “Refletor Radar”, isoladamente ou em grupo dependendo do setor a ser abrangido e seu tamanho determinado dependendo da distância a partir da qual se necessita visualizá-lo. Ao “Refletor de Luz” podem ser incorporados filtros de cor para adequá-lo ao sinal náutico. É um equipamento passivo, não sendo necessário fornecimento de energia elétrica.

Fotos:

Embrapa - O Brasil Visto do Espaço, Foz do Rio Tapajós

© Nelson Wisnik, 2006 - refletor de luz e Canal do Sururú

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Conforto Térmico

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Muitas pessoas têm reclamado do calor reinante em Santarém neste verão. Isto reflete uma situação de desconforto em função das condições meteorológicas, associado principalmente à temperatura.

O conceito de conforto no ambiente é amplo e envolve os aspectos acústico, olfativo, tátil, visual, antropométrico e térmico. É um conceito subjetivo, pessoal.

Diversos fatores influenciam na sensação de conforto ou desconforto térmico, estando relacionado à atividade que se realiza no momento, ao tipo de roupa em uso, à temperatura e à umidade do ambiente, e à presença ou não de vento.

É muito difícil especificar condições ambientais que proporcionem conforto térmico a todos, mas há condições que o fazem à maioria das pessoas. Estas condições, de maneira simplificada, estão representadas no Diagrama do Conforto Humano aqui ilustrado, preparado pela WMO (World Meteorological Organization) e veiculado pelo INMET (Instituto Nacional de Meteorologia).

O diagrama apresenta, no eixo horizontal, escala de umidade relativa e, no eixo vertical, escala de temperatura. Subentendem-se como situações de possível conforto térmico aquelas compreendidas entre umidades relativas de 30% a 80% concomitantes com temperaturas entre 8ºC e 33ºC (área branca). Abaixo de 8ºC a sensação é de muito frio (área azul) enquanto que acima de 33ºC a sensação é de muito calor (área vermelha), paralelamente, abaixo de 30% de umidade a sensação é de muita secura (área amarela), enquanto que acima de 80% a sensação é de muita umidade (área verde).

Dentro da área de possível conforto térmico há duas faixas de temperatura que requerem condições extras para conforto (a depender da umidade relativa), quais sejam, abaixo de 20ºC, situação na qual se necessita de insolação, e acima de 26ºC, quando se necessita de ventilação para se ter sensação de conforto térmico.

Sobre o diagrama foram sobrepostas, em vermelho, as condições observadas diuturnamente em Santarém, sobre o Rio Tapajós, nesta primeira semana de setembro, condições nas quais se pode ter conforto térmico desde que com ventilação.

terça-feira, 22 de julho de 2008

momento mágico no rio Maró

a magia da Amazônia pode ser sentida, vivenciada, mas, captá-la e registrá-la como Celivaldo Carneiro o fez nesta foto, é para poucos

Foto: © Celivaldo Carneiro, 2008

quinta-feira, 3 de julho de 2008

chuvas voltaram ao normal em junho


A precipitação observada em junho em Santarém, após três meses acima da média, volta à normal*. No início do ano foram observadas oscilações acima e abaixo da normal e a partir de março a quantidade de chuva esteve acima da média histórica.

O gráfico mostra, através da faixa de cor azul, a normal climatológica de precipitação (chuva) em Santarém, enquanto a linha de cor laranja indica a precipitação mensal ocorrida em Santarém ao longo dos últimos doze meses, conforme dados do INMET - Instituto Nacional de Meteorologia.
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Leia também postagens anteriores sobre as chuvas em Santarém:
"Precipitação em Santarém de junho/2007 a maio/2008", de 04/junho/2008;
"Anomalias de precipitação", de 12/abril/2008
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* a normal climatológica de precipitação é definida como a média histórica da precipitação ocorrida em um período mínimo de 30 anos; o último período de cálculo, adotado prara determinação da normal, vai de 1961 a 1990.

Manifesto Munduruku

Nós, povo Munduruku, que ocupamos as terras indígenas do médio e alto Tapajós, em um total de 13 mil índios, nos municípios de Itaituba, Tr...